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Conceitos da Constelação

Publicado em 10/12/2019

Emaranhamentos:
  • Quando alguém da família atual, vive a vida e o destino de um antepassado de forma inconsciente. O indivíduo, membro da família atual, é como que teleguiado pelo destino de alguém que foi excluído do sistema familiar anterior. O excluído pode estar na família dos genitores, dos avós ou dos bisavós, materno ou paterno, ou mesmo alguém que perdeu ou fez um sacrifício para que a família pudesse ter êxito. O indivíduo está identificado como excluído, ele não vive a sua própria vida e sim a vida do excluído.

Destino:
  • É um fato, um evento, ocorrido no passado com um ou mais ascendentes da família ou que os tenha afetado, gerando um movimento, uma força que chega aos descendentes sem que esses tenham consciência e escolha das consequências do fato ocorrido.  Essa força que abraça os descendentes, pode ser positiva ou negativa.  É algo destinado, querendo ou não chega aos descendentes. Ela nos chega pelo simples fato de pertencermos ao nosso sistema familiar, se pertencêssemos a outro sistema familiar que não o nosso, outras forças pertencentes àquele outro sistema familiar nos alcançaríamos, nos abraçaríamos. Não temos escolha, ela nos abraça, podemos escolher por quanto tempo perdurará o abraço.   Não estamos aqui usando conceitos religiosos dogmáticos e sim um conceito existencial, sistêmico. Uma ação tem uma consequência boa ou ruim, e das consequências ninguém pode se eximir, culpabilizar outrem.   Não constitui um determinismo que exime a responsabilidade, nem tampouco de predestinação no sentindo religioso. Constitui as consequências de ações do passado que reverberam no grupo familiar e por sua vez, nos indivíduos que o compõem.   

Liberdade:
  • Ao falar de destino vem à cabeça o conceito de livre arbítrio e liberdade. O livre arbítrio (De Libero Arbitrio), é um conceito caro ao Cristianismo, tendo sido elaborado na obra de   Santo Agostinho-De Libero Arbitrio, em 395 d.C., como a capacidade do ser humano em fazer uma escolha moral entre o bem e o mal; e, a liberdade é saber usar o livre arbítrio. Embora, o livre arbítrio esteja ligado à vontade e essa é uma ação, o livre arbítrio em si, constitui uma faculdade.   Esse tema, não está presente apenas no cristianismo, mas também nas outras grandes religiões: Hinduísmo, Budismo, Islamismo. 
  • Como temos observado esse fenômeno Liberdade nas constelações? Observamos que os clientes constelados ao longo dessas décadas tem uma liberdade limitada. Suas escolhas são inconscientes e não conscientes; mas,  para alguém dizer que está usando o seu livre arbítrio e sua liberdade, ela deve gozar de plena consciência. Quando escolhemos algo, quem escolhe em nós? Quem está escolhendo uma profissão em nós? Quem escolhe o caminho na vida, a própria pessoa , seus desejos de satisfazer seus genitores ou levar equilíbrio ao seu sistema familiar? Não é regra geral, mas temos observado que advogados querem trazer a justiça dentro do seu sistema familiar, devido à uma injustiça cometida; um psicólogo, um médico, um terapeuta (curar algo do sistema), um padre, pastor ou rabino fazer um sacrifício expiatório por um destino pesado do seu sistema familiar. Num atendimento, ficou claro como um empresário abriu uma empresa de montagem de ambulâncias, numa tentativa de salvar a mãe que morrera vítima de um infarto , quando ele era criança, por falta de socorro. Ao tomar consciência disso, o pânico que tinha de chegar aos 52 anos, foi dissipado porque foi aos 52 anos que sua mãe foi à óbito. Atendendo uma médica intensivista, vimos que seu amor   era direcionado para a irmã mais velha que morreu aos dois anos de idade, vítima de sarampo. A médica era a segunda filha de quatro irmãos; ela apresentava um cuidado com seus pacientes compulsivos, não tinha tempo de se alimentar direito, vivia num nível de stress elevado e quando um paciente ia à óbito, entrava numa culpa deprimente. Quando ela viu por meio das constelações que ela projetava nos pacientes o desejo de salvar a irmã mais velha que morrera, mesmo que não tinha conhecido essa irmã, ela ficou em paz. Além dessa médica olhar para a perda da irmã, ela também olhava para a dor que sua mãe acalentava de forma velada pela perda da primeira filha. Ela dizia internamente: “querida mamãe, fique tranquila, quando eu crescer irei lhe curar dessa dor, irei salvar minha irmã”. Por isso, se tornou uma médica intensivista, num hospital infantil.  Todas às vezes que ela perdia um paciente, era como se perdesse a irmã novamente e não cumpria a promessa inconsciente que tinha feito à mãe. A culpa se fazia presente duplamente.     
  • Liberdade é a capacidade de assumir a alegria e o peso da existência, assumir as consequências das escolhas, sejam elas conscientes ou inconscientes. Isso é possível quando somos adultos evitando culpabilizar alguém, o destino e o próprio Deus. Somente uma pessoa adulta pode fazer. Um adulto infantilizado irá buscar culpados em si, nos outros ou até mesmo em Deus.  Pode alguém seguir em frente na vida e ter sucesso quando julga seus genitores? Naturalmente não. Na vida, queremos reescrever o passado no passado, isso não é possível, o passado pertence ao passado, podemos reescrever o passado no presente com novas escolhas, e, mais conscientes sem querer controlar o amanhã.  O que aconteceu, não temos poder de mudar, mas podemos escolher agir de forma mais consciente no hoje, sem a pretensão de controlar as consequências que virão, as consequências apenas acolhemos, sem culpabilidade.  Não estamos falando aqui em pré-determinismo.


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